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Um novo normal na prestação de serviços modifica as relações entre clientes e empresas

15/05/2020 - Equipe NCD

A pandemia do coronavírus é uma realidade e transformou a rotina de uma hora para outra. O vírus obrigou a implantação de novos modelos de trabalho, mas a transformação do contexto profissional traz desafios muito maiores do que a compreensão da logística do trabalho. As empresas que mantém as atividades adotam medidas para proteger clientes e colaboradores, mas convivem com as incertezas diante de vários procedimentos. Clemar de Souza, proprietário da Semontec, empresa especializada em montagens e instalações de sistemas construtivos a seco, explica que a relação no atendimento tem inovações nas formas e lidar com esse novo normal nem sempre é apenas incluir os equipamentos de segurança. “Primeiro a preocupação e atenção de fazer atendimento ao cliente em residência ou nos escritórios. A questão do uso da máscara, a gente fica em dúvida se tira o calçado ou não tira, às vezes o cliente não está preparado e não tem álcool. Tudo isso já é um processo tenso no começo. A prestação de serviço segue na mesma linha e existe uma preocupação muito grande nossa e às vezes do cliente do que fazer e como fazer”.  É um processo que vai além de orientar sobre a maneira correta de higienizar as mãos.




O isolamento social tem sido a saída para proteger do contágio do COVID-19, mas, por outro lado, cria um grande desafio para as empresas que prestam serviços. Os atendimentos domiciliares e a convivência em obras têm um novo capítulo que exige ainda mais atenção e cautela. Silvia Regina do Amaral, proprietária da B.One, trabalha com 3 produtos no segmento de climatização, geralmente em obras grandes com a interação com vários outros segmentos dentro da obra. Na automação residencial e áudio e vídeo também existe interação, mas em momentos diferentes e a logística é um pouco diferenciada. Diante de todas as restrições a partir da pandemia, a empresária aposta em rotinas que já existiam e incorporou novos procedimentos. “ Na parte operacional, onde temos maior número de funcionários, todos os EPIs já eram algo comum como o uso de máscara, luvas, roupa especial e óculos. Hoje o que temos feito é uma coordenação muito maior com os engenheiros das obras para tentar determinar os segmentos que vão trabalhar para manter o distanciamento e essa coordenação bem próxima junto as obras. Existe uma fiscalização nas obras”. É adequando os processos de trabalho que os prestadores mudam a rotina durante a pandemia. 





Com as atividades sendo executadas, a saúde dos trabalhadores é essencial, assim como os equipamentos de segurança. “ A empresa fornece as máscaras, disponibiliza óculos de proteção e obviamente todos os epis que são exigidos pelas normas. Então a gente tem nr-35 e nr-18 e outras nrs mais que são necessárias e que exigem cinto de segurança de proteção de altura, luva e máscara para produtos químicos”, explica Haiko Schroder.  O empresário administra a loja especializada na venda e na instalação de pisos, revestimentos em madeira, decks e coberturas e continua com uma demanda bastante acentuada de trabalho, principalmente em obras da construção civil. Com a pademia adotou novos procedimentos focando no uso das máscaras e também óculos e dependendo da situação luvas, mas trazendo uma nova rotina para os trabalhadores. “Pedimos para que em obras habitadas, os colaboradores tenham um sapato para transitar na rua e outro para trabalhar dentro do apartamento. Há troca constante de roupas. O trabalhador vai com uma roupa e quando chega na obra usa a mesma peça que utilizou ontem dentro da obra. Então ele não usa a mesma roupa que transita na rua dentro da obra”. A Silvia explica que as equipes que atuam na parte de áudio e vídeo têm mais cuidado com o final da obra. Uma parte é fazer a instalação dos produtos e a outra é a programação que pode ser feita de forma remota. Quando os prestadores de serviço entram na residência usam luva e máscara e também a proteção de pés.