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Três campos de amor: a relação do coração, mente e a nossa casa

02/10/2020 - Equipe Comunicação/ Verbo Nostro (assessoria Feng Shui)

O que o coração e a mente têm a ver com a nossa casa? Eles são nosso elo com as estruturas da moradia, traduzem os nossos sentimentos, percepções, as experiências que passamos debaixo do nosso teto. A nossa casa revela muito de nós. Tudo que vivemos e sentimos fica impregnado nas paredes, chão, janelas, portas e nos objetos de uma casa como um todo. Ter uma atitude amorosa com nosso espaço, criar um campo de amor e um ambiente equilibrado e regido por ensinamentos milenares, pode trazer o bem-estar que as pessoas tanto procuram na vida. O Feng Shui, terapia ambiental, nos ensina que é possível tratar o nosso ambiente, com o melhor da natureza, bons pensamentos e um novo olhar para o lar, refúgio principal para a trajetória de nossos dias.

Mas o que é o Feng Shui? Trata-se de um dos oito ramos da Medicina Chinesa. A técnica considera a casa como uma expressão do imaginário pessoal ou de um grupo, seja familiar ou empresarial.





Para o arquiteto e escritor Carlos Solano, o ambiente é um espelho da vida. Ele explica que, mesmo inconscientemente, as pessoas se projetam e se espelham nele. “Esse é um diálogo constante: pessoa versus ambiente. Quando aprimoramos o espaço em que vivemos de alguma forma, criando saúde com plantas ou materiais naturais, inserindo objetos que tragam boas memórias, associações ou simplesmente ‘destralhando’, nos desintoxicando do que não nos serve mais, criamos condições para uma regeneração da vida”.

Carlos Solano é natural de Bela Vista (MS), mas vive desde criança em Minas Gerais. É autor dos livros Casa Natural (Edição do Autor/2014), que partilha receitas de cuidados com a casa do ponto de vista da cultura popular (volume I) e terapias ambientais (volume II); Casa Nossa De Cada Dia (Editora Laszlo/2016), no qual mostra seus projetos de arquitetura e os aprendizados de cada um, acessíveis ao público em geral. Ainda publicou o livro FengShui / KanYu – Arquitetura Ambiental Chinesa (Editora Pensamento/2000) e, em parceria com a paisagista Sandra Siciliano, o livro Nossas Árvores – O Resgate Do Sagrado, em 2015. Ele também foi colunista da revista Bons Fluídos (Editora Abril/Caras) por 10 anos.





Para ampliar as vertentes de estudos sobre Feng Shui e difundir conhecimento especializado, Solano criou o Seminário Internacional de Feng Shui em meados do ano 2000, quando ele chegou na pequena cidade de Tiradentes, no interior mineiro, um retrato  histórico do Brasil. “Cheguei lá com o coração acelerado, pois iria conhecer melhor esse lugar que, a partir de 2001, passaria a sediar o Seminário Anual de Feng Shui que idealizei”, explica. Desde o começo de suas edições, o seminário atraiu um público de várias localidades e tornou-se a principal referência no tema no Brasil. No ano de 2012, o evento ganhou maior abrangência  e notoriedade, tornando-se internacional.

 

O contato do arquiteto com essa arte e ciência começou em 1991, por meio da arquiteta chinesa Ping Xu, da Universidade do Colorado, EUA. De lá para cá, todo o conhecimento adquirido tornou-se uma grande paixão. “Depois de anos trabalhando com minicursos avulsos, resolvi sintetizar o conhecimento em um único evento e lugar. Procurava beleza, história, natureza, resumindo: um bom Feng Shui urbano, para que o público pudesse respirar isso 24 horas ao dia. Encontrei. Tiradentes se tornou minha parceira durante 14 edições do Seminário, reunindo pessoas de todo o Brasil”, comenta. 



Neste ano de 2020, a 16ª edição do Seminário Internacional de Feng Shui estava prevista  para acontecer na cidade histórica de Tiradentes (MG), em julho, mas em função dos decretos e protocolos da situação atual de saúde pública no país foi necessário adiar o evento para  18 a 22 de novembro deste ano e mais: torná-lo 100% digital.  Solano diz que esse é um grande desafio, já que a equipe organizadora do seminário preza pelo contato, pelas experiências, pela troca com seu público, mas destaca que tem aprendido a superar limites e distâncias com os recursos tecnológicos e encontrado alternativas de integração e de compartilhamento de informações por meio da tecnologia e redes sociais.

O seminário é direcionado a qualquer pessoa interessada em viver bem e que busque aprimorar o espaço da moradia, como também para profissionais de Feng Shui, terapeutas de diversas especialidades, arquitetos, paisagistas, decoradores, entre outros.

A proposta da organização do evento é proporcionar uma vivência intensa durante todos os dias, como videopalestras gravadas e encontros ao vivo por meio de plataformas de apoio, para que os participantes possam aprender a conviver melhor com seus espaços.



A programação é diversificada, com exceção do primeiro dia que terá apenas abertura à noite, a partir das 17h30 e contará com uma agenda cultural. Nos outros quatro dias, a agenda acontecerá nos períodos da manhã e tarde, tendo uma atividade prevista para o sábado (21), à noite. 

Agenda do evento

Nesta edição, os debates e vivências do seminário vão girar em torno do eixo central “Três Campos de Amor”, com enfoque direcional para os módulos: Coração, com condução de Carlos Solano; Mente, por Márcia Baja (arquiteta brasileira) e Casa, com a designer gráfica portuguesa Sofia Batalha.




Carlos Solano fará palestras sobre o Feng Shui  e vai abordar temas como “Casa Nossa de Cada Dia”, “A Casa e a Roda da Vida” e “Leituras da Casa”, nos dias 18 a 22 de novembro. Márcia Baja fará palestras nos dias 19, 20 e 21 sobre: “O Espaço que Aproxima” e “De Volta para Casa”. Já Sofia Batalha terá participação marcada ao comentar temas como “Simbologia da Casa”, “Paisagens Internas”, “Patologias da Casa” e “Uma Viagem pelo Ba Gua”, entre os dias 19 e 20.







O seminário também contará com os convidados: a arquiteta e terapeuta ambiental Alessia Colombo, que trabalhará o tema “Alquimia Ambiental”; a psicóloga e teóloga Maristela Barenco, responsável pelo assunto “Conexões que Restauram” e o arquiteto e cenógrafo Alex Rousset, que falará sobre “Arquitetura e Afeto”.