Pesquisa divulgada na Forbes aponta que apenas 5,2% dos CEO’s no Brasil são mulheres. Outro dado revela que apenas 17,4% das presidências são femininas.

O NCD – Núcleo Colaborativo de Arquitetura e Design – é uma associação que atua em SC e MS e reúne 236 lojas de alto padrão. A entidade, na contramão dos números nacionais, tem hoje mulheres ocupando os cargos de CEO e Presidente. Atualmente, apenas 5,2% dos postos de CEO no país são ocupados por lideranças femininas. O dado é de um novo levantamento do Evermonte Institute, braço de pesquisa da consultoria especializada em recrutamento de executivos. Os dados sobre mulheres como presidentes de estudo de 2024 realizada pelo Instituto Talenses Group em parceria com o Núcleo de Estudos de Gênero do Insper. Segundo a pesquisa do Evermonte o primeiro pedágio para as mulheres é o acadêmico. As CEO’s têm, em média, 3 vezes mais MBAs ou pós-graduações. Os homens na mesma posição têm pouco mais de 1 diploma equivalente. Para chegar lá, as executivas passaram, em média, por cinco empresas, uma a mais que os homens. A pesquisa aponta que o maior obstáculo à ascensão na pirâmide corporativa está na transição entre a gerência e a diretoria, etapa em que ocorre a maior perda de retenção. O período costuma coincidir com a maternidade e com o aumento de responsabilidades familiares.
Na distribuição por mercado, bens de consumo reúne 17,1% das cadeiras, seguido por saúde (9%) e serviços (8,1%). Na outra ponta, indústrias como papel e celulose registram menos de 1% de participação feminina na liderança. Por outro lado, uma pesquisa da consultoria global McKinsey aponta que as empresas com maior diversidade de gênero superam os concorrentes em até 25% a mais em rentabilidade. “O mercado ganha com a resiliência, usada com maestria em situações como crises e transformações, e com a capacidade de ser multitarefas da mulher”, destaca a CEO do NCD, Roberta Diedrich.
Para a presidente do Núcleo, Joselene Mendes, que está na sua segunda gestão à frente do NCD, a liderança feminina traz inovação e bem-estar organizacional. “Estamos sempre focadas nos aspectos humanos que acabam por incentivar aumento de repertório entre os colaboradores e preparar as organizações para mudanças estruturais”, destaca Joselene.






